BC muda regras e setor imobiliário deve ganhar R$ 22,5 bi de crédito; confira impacto

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A partir de agora, a alíquota da parcela de depósitos de poupança, tanto imobiliária quanto rural, passa de 10% para 5,5%

SÃO PAULO – O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou na noite desta quinta feira (28) a alteração das regras do depósito
compulsório e novas condições para emissão de LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio). As mudanças visam ampliar a capacidade dos bancos em financiamento
imobiliário.
O CMN elevou a alíquota do compulsório para depósitos a prazo de 20% para 25%, o que resulta no recolhimento de R$ 25 bilhões, e alterou as regras de recolhimento dos recursos da poupança para habitação.
A partir de agora, a alíquota da parcela de depósitos de poupança, tanto imobiliária quanto rural, passa de 10% para 5,5%.

BC e CMN alteram regras de depósito compulsório e regras de emissão de LCI e LCA
BC e CMN alteram regras de depósito compulsório e regras de emissão de LCI e LCA

No caso da poupança imobiliária, a alíquota passa de 20% para 24,5%. Os bancos poderão deduzir até 18% do encaixe com novas operações de financiamento habitacional, podendo atingir o montante de R$ 22,5 bilhões, segundo nota do BC.

As normas para habitação, o CMN passa a permitir que apenas os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) com lastro em financiamentos habitacionais possam ser utilizados para atendimento de exigibilidade de aplicação no âmbito do SFH (Sistema Financeiro Habitacional). Até então era permitido o uso de CRI com lastro em financiamentos imobiliários.

O CMN também extinguiu a possibilidade de aplicação do fator de multiplicação de 1,2 sobre os CRIs, além da possibilidade de utilização de cotas de fundo de investimento imobiliário,
cotas de fundos de investimento em direitos creditórios, debêntures, carta garantia de CRI, entre outros, para atendimento das exigibilidades.

Efeitos na Bolsa

Conforme destaca a LCA Consultores, o impacto das medidas de crédito do Banco Central na bolsa é ambíguo. “De um lado, favorece o setor de construção e os grandes bancos estatais que se destacam nos segmentos de financiamento habitacional e crédito rural. De outro, prejudica os bancos privados, mais atuantes no segmento de crédito com recursos livres, onde o CDB é um instrumento importante de captação”.

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Fonte: InfoMoney – Por Paula Barra • Lara Rizério

|20h48 | 28-05-2015 | Atualizada às 8h57

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